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Histórias de Superação - Fernanda Marques

segunda, 15 de junho de 2020 às 00:00:00

Histórias de Superação -  Fernanda Marques

Nossa vida nem sempre é da forma que desejamos, não conseguimos controlar o todo universo em que gira a nossa vida.  E a nossa história de hoje é uma prova real disto, mas que mesmo nos momentos mais difíceis nós conseguimos com muita força de vontade, muito amor e muita felicidade superar todos esses momentos. 

Aos 25 anos a Fernanda foi ao médico por conta de uma forte tosse, depois de muitos exames acabou sendo diagnóstica com câncer.

Essa história tinha tudo para ter um roteiro triste, mas a nossa protagonista assim com a Amábile conseguiu superar isso com muita alegria, uma pessoa cheia de sonhos, de metas, e de tamanha resiliência, que só  mesmo o esporte poderia trazer.

No ano de 2018 com a sua vida de atleta amadora, começou a reparar que existia algo de errado com o seu corpo. Em muitas de suas atividades esportivas, ela sentia que existia algo de errado com ela. Faltava folego e pernas para terminar as corridas, então a mesma foi atrás de respostas. 

"Eu descobri o linfoma em novembro de 2018. É até engraçado, porque eu vinha sentindo várias coisas diferentes no meu corpo e não sabia descrever. E uma coisa marcante era que isso me limitou na atividade física. Eu não conseguia correr, nadar, fazer as coisas que sempre fiz. Comecei a buscar vários especialistas, cheguei a fazer tratamento para bursite, aí teve uma vez que uma tosse me incomodou e eu fui ao pronto-socorro. Dali fiz raio-x, depois ressonância, depois tomografia, e aí veio o diagnóstico. O esporte me ajudou a descobrir isso, de certa forma."

 

O que estava limitando as atividades dela era um linfoma na região do mediastino (região torácica), e seria preciso fazer algumas sessões de quimioterapia para curar a doença. A palavra "linfoma", que remete a câncer, sempre vem com uma dose gigantesca de pessimismo – como Fernanda mesmo descreve, "todo mundo acha que vai morrer" quando ouve um diagnóstico desses. Mas a médica usou a maior paixão dela para mostrar que o quadro era mais otimista do que poderia parecer. (trecho retirado de uma entrevista ao blog dibradoras)

 

"Ela me disse: você tem um linfoma, nós vamos começar o tratamento agora e no ano que vem você estará correndo a São Silvestre. Isso me ajudou muito a encarar aquilo de uma forma positiva. Eu pensava: vai passar e daqui a pouco eu vou estar bem de novo"

 

Fernanda sempre foi uma esportista ativa desde criança, quem a conhece consegue ver essa paixão pelo esporte nos seus olhos. Desde pequena praticava esportes como natação, ginastica olímpica, futebol, handbol, já na sua fase adulta começou a se dedicar mais a corrida e a natação.  

 

“O esporte não só? me ajudou no tratamento, mas, de certa forma, também na descoberta da doença. Sempre tive uma rotina de exercícios, cerca de 5 dias por semana.”

 

Em 2017, completou duas meias-maratonas e o plano em 2018 era seguir esse ritmo para, quem sabe um dia, estar preparada para competir a prova dos seus sonhos no triatlo. Mas no ano passado, até mesmo as corridas de 9km ficaram difíceis para Fernanda completar. Quando veio o diagnóstico que explicou essa dificuldade, a estratégia dela foi encarar as quimioterapias da mesma maneira que encarava as provas de longa distância.

 

"A estratégia que eu usei nas meias-maratonas que corri foi dividir a prova em ciclos de 7km. Aí eu ia pensando quando acabava cada ciclo: pronto, já foi um ciclo, faltam dois. No caso das quimios, eu dividi como se fosse uma prova de triatlo. Eram 6 ciclos, que dividi na minha cabeça como dois de natação, dois de bicicleta e dois de corrida. Aí, em vez de ir pensando 'ainda faltam tantas pra acabar', eu pensava 'já foram tantas sessões'. Então, por exemplo, os primeiros dois ciclos na minha cabeça eram da natação. Aí passava um e eu pensava 'já passei por metade das provas de nado'. Era tudo uma estratégia da minha cabeça, mas que ajudou a encarar mentalmente as quimioterapias de uma forma melhor”

 

De novembro de 2018 a março de 2019, Fernanda vivia a mesma rotina todos os meses: uma semana internada no hospital para as sessões de quimio e duas semanas em casa. Mas para levar adiante seu lema de "vida em movimento", ela não parava nem mesmo quando estava no hospital. Virou conhecida dos enfermeiros do hospital por ser a "paciente que caminha". Todos os dias em que esteve internada, ela buscava ao menos dar uma volta andando pelo corredor.

 

"Eu ficava em uma ala específica para pacientes oncológicos. Eu tinha fisioterapia de manhã e à tarde. Durante o intervalo, eu sempre saía pra andar no corredor. Eu ficava sempre presa ao soro, mas gostava de andar, mesmo quando estava com dor, porque me ajudava muito no processo. Os enfermeiros até sabiam quando não me viam no quarto: 'ah, a Fernanda está caminhando'. E isso era o máximo de atividade que eu conseguia fazer lá. Mas me ajudava a não ficar presa num quarto fechado o dia inteiro. Eu queria andar, mexer. Por eu ter histórico de esportes ao longo da vida, isso me fazia querer fazer algum movimento”

 

"O meu grande desafio era entender que meu corpo não respondia da mesma forma que antes”

 

As caminhadas no hospital ajudaram a manter uma vida ativa e otimista durante o período de quimioterapia. Isso ajudava a enfrentar as dores e as dificuldades do tratamento de quimioterapia, incluindo o baque pela perda de cabelos.

 

"Eu falo que precisei ficar careca para me sentir bonita. É louco, mas é verdade. No dia do diagnóstico, a médica falou que a única coisa ruim era que ia cair o cabelo. Só que não cai muito a ficha. Quando você vê, caem chumaços e chumaços de cabelo. Decidi raspar de vez porque estava me incomodando. Aí no começo eu não queria ver, olhava sem querer no reflexo box na hora do banho. Mas depois tive coragem, me olhei no espelho. Dá  um baque enorme, porque você nunca se imagina assim. Mas hoje eu brinco que até tenho saudades da minha careca.”

 

Foi assim, com leveza e muita coragem, que Fernanda foi levando todos os meses de quimioterapia até a liberação para que fosse voltando às suas atividades normais. Em março, acabaram as sessões no hospital, mas ela permaneceu com algumas limitações e foi voltando às caminhadas aos poucos. Em junho, fez o exame que detectou o que tanto esperava: nenhum resquício do linfoma no seu corpo. A resposta que precisava para sentir-se pronta para o próximo desafio: a primeira corrida pós quimio, no último dia 4.

 

É verdade que ninguém pode prever um diagnóstico tão surpreendente e tão difícil quando ainda se é tão jovem. Mas se o esporte não consegue prevenir todas as doenças, não há dúvidas de que ele ajuda muito a superá-las. Foi pela corrida que Fernanda descobriu seu linfoma – e também foi por ela que a jovem de apenas 25 anos encontrou forças para enfrentar as dificuldades que o câncer impôs de peito aberto, sem desanimar.

 

"Só que no último quilômetro, eu comecei a me emocionar muito, veio filme na minha cabeça. No ano passado, fiz essa prova e passei muito mal, foi muito frustrante. Aí começou a vir um choro inevitável. Eu fechei a prova em 1h01, eu nem esperava. O meu mental estava muito mais leve e por isso que eu consegui ir tão bem".

 

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